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terça-feira, 29 de março de 2011

Mais um dia que se foi. E que bom que se foi!

nada mais a fazer e não muito a declarar
Depois de um dia muito cansativo vou dormir.
Hoje, teve trabalho no call certer, menino com problemas de saúde e mulher com carência por causa da tpm. Minha moto quebrou e eu tive que levar o Dudu pro colégio de bicicleta. Fui pegá-lo - também d bicicleta -  na saída da escola pra levá-lo direto pro médico, a fim de saber se vai ser realmente necessária a operação das amigdalas. Como já era de se esperar, vai sim, o Dudu vai ter q ser operado no final do mês.
Bem ...ao sair do consultório médico, correndo pra chegar a tempo em casa e deixar meu filho, já sabendo que não daria tempo nem de almoçar - pq a mulher grávida e com um menino de colo demorou mto pra ser consultada, e ela estava justamente na minha frente -, percebi q haviam roubado a minha bicicleta. (o dia já dava sinais de que ia ser ótimo).
Atordoado, com raiva, com fome, sem dinheiro na carteira e qrendo matar a mulher gravida - que Graças a Deus já não estava mais lá -, fui mesmo a pé, literalmente correndo com o Dudu nos braços. Deixei o menino lá, roubei a bicicleta da minha mulher (que depois, por pensar que a bicicleta dela tinha sido roubada, aos prantos, me ligou e, ao saber q eu é que tinha me apropriado da Caloi, chamou a minha mãe por nomes tão imprópios que eu quase me convenci que eu era filho de uma enviada do demônio).
Cheguei no trabalho, levei 3 broncas por estar atrasado, perdi a hora do cafezinho, acabou a água gelada, foi o dia em q mais ligaram pro call center fazendo reclamações, me xingaram de novo e falaram que minha mãe era meretriz ( nao com esses termos, claro) (peraí, será que eh verdade?) e por aí foi. O meu dia foi uma constância de casos não-tão-bons.
Pensei eu que, depois do trabalho, ia chegar em casa, tomar um banho, comer e ver tv. Que nada! Primeiro que, mal saí do meu departamento, fui avisado que a bicicleta da minha mulher tinha sido roubada. Fiquei parado. Depois fui pra calçada me sentar. Meus olhos fitavam os carros que passavam, sem reconhecer nenhum. Acho que estava acordado. Acho. As luzes dos postes estavam acesas, disso tenho certeza. Lembro-me de ouvir vozes dos pedestres atrás de mim. Todos conversando muito. Só voltei a mim, quando vi pessoas passeando de bicicleta. Foi entao que chorei, chorei até soluçar e foi um choro tão bom, tão confortante que me deixou feliz, me deu nova disposição. No final, quem me olhava não sabia se eu estava rindo ou chorando. Creio que todos pensavam que eu estava biruta. Até eu pensei.
Voltei pra casa, falei do ocorrido pra minha mulher, tomei um banho, comi, assiti tv e agora eu vou dormir na sala, porque a Cláudia não quer mais nem falar comigo. Disse que amanhã vai pedir o divórcio.
Enfim, se eu nao tiver uma síncope de madrugada por sonhar com bicicletas, amanha narrarei sobre mais um dia de vida.
Boa Noite

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